O revolucionário marxista-leninista chinês Mao Tsé-tung, reinterpretou o comunismo para a realidade chinesa, onde defendendo o potencial revolucionário do campesinato, lança a teoria da "guerra popular prolongada", com o cerco das cidades através do campo. Ou seja, defendendo a tese de que o campesinato também pode ser revolucionário, Mao defende a formação de um exército revolucionário formado por camponeses, que a partir do campo lançariam a revolução e tomariam as cidades após uma longa guerra civil(ou guerra popular, na terminologia maoista).
A Revolução Chinesa
Em 1921, foi fundado o Partido Comunista Chinês, que se aliou aos nacionalistas do Kuomintang, para combater os chamados "senhores da guerra". A China estava em convulsão social desde o final da Primeira Guerra Mundial, e o poder real pertencia a bandos armados liderados por esses chamados "senhores da guerra". Em 1927, os nacionalistas do Kuomintang liderados pelo general Chiang Kai-chek, romperam a aliança com os comunistas, dando início a guerra civil que acabaria levando a implantação do socialismo na China.
Em 1928, Mao lidera um levante camponês na Província de Hunan, que seria o embrião do Exército Vermelho. Nesse mesmo ano de 1928, o Kuomintang tomou o poder, quando suas tropas derrotaram em definitivo os exércitos dos "senhores da guerra", ocupando Pequim e reunificando a administração do país. Mas os nacionalistas estabeleceram uma ditadura militar, que oprimia o campesinato, o que acabou contribuindo para o crescimento do Exército Vermelho, comandado por Mao Tsé-tung.
Em Outubro de 1934, Mao Tsé-Tung e seu exército rompem o cerco das tropas do Kuomintang e seguem para o noroeste do país, iniciando a Grande Marcha (1934-1935) até Yanan, na província de Saanxi, transformada em nova região sob controle comunista. Essa ação espetacular tornou Mao uma personalidade dominante do Partido Comunista Chinês.
Em 7 de julho de 1937, o Japão invadiu a China, levando nacionalistas e comunistas a restabelecerem a aliança, para que juntos combatessem o invasor japonês. Mas terminada a Segunda Guerra Mundial, com a derrota dos japoneses, a aliança foi desfeita e teve reinicio a guerra civil em 1946.
Em 1º de outubro de 1949, após as tropas comunistas terem derrotado as tropas do Kuomintang, vencendo a guerra civil, o revolucionário Mao Tsé-tung proclamou a República Popular da China. Os nacionalistas do Kuomintang comandados por Chiang Kai-chek fugiram para Taiwan, onde sobre proteção dos EUA, estabeleceram seu governo, que foi reconhecido pela ONU. A China socialista se isolou do mundo ocidental.
Os soviéticos ajudaram os comunistas chineses nos primeiros anos de implantação do socialismo.
"A construção do socialismo chinês recebeu inicialmente um valioso apoio da URSS. A ajuda soviética veio em forma de assessoramento técnico, científico e, principalmente, financeiro. Entre 1950 e 1956, a assistência soviética contribuiu decisivamente para a recuperação e posterior desenvolvimento da economia chinesa." (Renato Cancian; em "Conflito entre China e URSS e o Grande Salto")
O governo comunista promoveu a reforma agrária, investiu na educação popular e combateu antigos costumes, que discriminavam as mulheres chinesas. E o principal, garantiu a unidade nacional. Em 1956, o processo de desestalinização promovido por Nikita Kruschev na URSS, acabou levando a ruptura com a China, pois Mao condenou essa política como "revisionista", defendendo o legado stalinista.
Assim como o socialismo na URSS e no Leste Europeu, o regime maoista era autoritário e burocrático, com o poder nas mãos do Partido Comunista e não dos trabalhadores. E com o passar dos anos, o regime foi ficando mais autoritário, tornando-se uma espécie de versão chinesa do stalinismo.
Os soviéticos ajudaram os comunistas chineses nos primeiros anos de implantação do socialismo.
"A construção do socialismo chinês recebeu inicialmente um valioso apoio da URSS. A ajuda soviética veio em forma de assessoramento técnico, científico e, principalmente, financeiro. Entre 1950 e 1956, a assistência soviética contribuiu decisivamente para a recuperação e posterior desenvolvimento da economia chinesa." (Renato Cancian; em "Conflito entre China e URSS e o Grande Salto")
O governo comunista promoveu a reforma agrária, investiu na educação popular e combateu antigos costumes, que discriminavam as mulheres chinesas. E o principal, garantiu a unidade nacional. Em 1956, o processo de desestalinização promovido por Nikita Kruschev na URSS, acabou levando a ruptura com a China, pois Mao condenou essa política como "revisionista", defendendo o legado stalinista.
Assim como o socialismo na URSS e no Leste Europeu, o regime maoista era autoritário e burocrático, com o poder nas mãos do Partido Comunista e não dos trabalhadores. E com o passar dos anos, o regime foi ficando mais autoritário, tornando-se uma espécie de versão chinesa do stalinismo.






